INCC fecha 2025 com variação de +6,10%. Veja como foi a evolução ao longo do ano

O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado) é um dos principais indicadores econômicos do setor da construção civil no Brasil. Ele funciona como uma espécie de “inflação específica da construção”, refletindo a evolução dos custos com materiais, equipamentos, serviços e mão de obra em obras residenciais. O INCC é amplamente utilizado por construtoras, incorporadoras, engenheiros e economistas para revisar orçamentos, contratos e projeções de custos no setor.

O INCC é calculado oficialmente pela FGV IBRE – Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas mensalmente, com base na coleta de preços realizada entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. A abrangência da pesquisa inclui sete capitais brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. 

Resultados Oficiais do INCC-M em 2025

A série mensal do INCC-M em 2025 mostra que os custos na construção civil continuaram em tendência de alta ao longo do ano, com variações positivas todos os meses. A taxa acumulada em 12 meses terminou o ano em 6,10% em dezembro, indicando que os custos da construção sobem acima de muitos índices tradicionais de inflação, mantendo a relevância do índice para o setor.

Tabela: INCC-M – Variação Mensal e Acumulado em 12 Meses (2025)

Mês de
referência
Evolução
Mensal
Acumulado
12 meses
dez/250,21%6,10%
nov/250,28%6,41%
out/250,21%6,58%
set/250,21%7,07%
ago/250,70%7,49%
jul/250,91%7,43%
jun/250,96%7,19%
mai/250,26%7,17%
abr/250,59%7,52%
mar/250,38%7,32%
fev/250,51%7,18%
jan/250,71%6,85%
dez/240,51%6,34%

Principais destaques do INCC de 2025

  • Elevação anual: Todos os meses do ano registraram variação mensal positiva do INCC-M, o que indica que os custos de construção não tiveram retração ao longo de 2025.
  • Desaceleração no fim do ano: Após picos de variação no meio do ano — como em junho e julho — o índice mostrou uma desaceleração gradual a partir de setembro, culminando em uma variação menor nos últimos meses do ano.
  • Alta acumulada em 12 meses: A taxa acumulada de 6,10% em dezembro indica uma pressão inflacionária contínua nos custos da construção civil, especialmente considerando que esse indicador reflete componentes diretamente ligados à produção de obras residenciais.

Mão de obra acelera em dezembro 2025

A variação do índice de Mão de Obra foi de 0,32% em dezembro, marcando um avanço quando
comparada ao valor de 0,22% observado em novembro.

Brasília, Porto Alegre, Recife, e São Paulo desaceleraram o INCC

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou comportamento distinto em
várias cidades brasileiras no mês de dezembro. Brasília, Porto Alegre, Recife, e São Paulo observaram
desaceleração em suas taxas de variação. Em contraste, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador
experimentaram aceleração em suas taxas de variação, refletindo um aumento nos custos de
construção nessa localidade

O que esse resultado do INCC 2025 significa para o setor da Construção Civil

O acompanhamento do INCC-M é essencial para diversas aplicações no setor:

  • Reajustes contratuais: Em contratos de longo prazo, como obras em andamento, a variação do INCC-M é frequentemente usada como referência para reajustes.
  • Orçamentos e projeções: Construtoras e incorporadoras usam o índice para estimar custos futuros de materiais e mão de obra.
  • Análise de viabilidade: O INCC-M ajuda na avaliação de margens de lucro e planejamento financeiro, especialmente em cenários de orçamentos apertados.

O ano de 2025 mostrou alta persistente nos custos da construção civil no Brasil, com o INCC-M acumulando variação positiva em todos os meses e encerrando o ano com uma taxa acumulada de 6,10% em 12 meses. A trajetória do índice ao longo do ano reflete tanto a dinâmica de preços de materiais e serviços quanto as condições do mercado de trabalho no setor. A desaceleração dos aumentos no último trimestre também pode sinalizar uma estabilidade de custos para 2026, mas é importante aguardar o primeiro trimestre do ano.

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