INCC-M registra alta de 0,62% em julho e desacelera em relação a junho

Custos de materiais e equipamentos perderam ritmo, enquanto a mão de obra continuou pressionando o índice.

A construção civil continua enfrentando um cenário de custos elevados em 2026. O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 0,62% em julho, abaixo da variação de 0,85% observada em junho.

Apesar da desaceleração mensal, o acumulado dos últimos 12 meses atingiu 6,40%, reforçando a necessidade de acompanhamento constante dos custos por parte de engenheiros, construtoras, incorporadoras e gestores de obras.

O que é o INCC-M e por que ele é tão relevante?

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) é um dos principais indicadores econômicos utilizados para medir a variação dos custos da construção civil brasileira.

Calculado mensalmente pela FGV IBRE, o índice acompanha a evolução dos preços de:

  • Materiais, equipamentos e serviços;
  • Mão de obra;
  • Custos relacionados à execução das obras.

A pesquisa é realizada em sete capitais brasileiras:

  • Belo Horizonte;
  • Brasília;
  • Porto Alegre;
  • Recife;
  • Salvador;
  • Rio de Janeiro;
  • São Paulo.

Por monitorar diretamente os principais insumos utilizados nas obras, o INCC-M é considerado um dos indicadores mais importantes para o planejamento financeiro do setor.

Como ficou a evolução do INCC-M em 2026?

Os números mostram que os custos da construção seguem em trajetória de alta ao longo do ano.

Embora o ritmo de alta tenha diminuído em julho, os custos da construção permanecem elevados e continuam exigindo planejamento e monitoramento constante por parte das empresas do setor.

O que influenciou o resultado de julho do INCC-M?

A desaceleração observada em julho foi influenciada principalmente pelo menor ritmo de alta dos custos de materiais, equipamentos e serviços, que passaram de 0,80% em junho para 0,40% em julho.

Dentro desse grupo, Materiais e Equipamentos desaceleraram de 0,86% para 0,42%, com destaque para os materiais para estrutura, cuja variação caiu de 0,73% para 0,26%.

Enquanto isso, a Mão de Obra manteve pressão sobre o índice ao registrar alta de 0,93%, ligeiramente acima dos 0,91% observados em junho.

Cinco das sete capitais pesquisadas pela FGV apresentaram desaceleração nas taxas de variação em julho: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Já Salvador e Recife registraram aceleração dos custos da construção no período.

Como a alta do INCC impacta as obras?

Embora o ritmo de alta dos custos tenha diminuído em julho, o INCC-M continua indicando um cenário de atenção para o setor da construção civil. Para empresas e profissionais do setor, acompanhar o índice é fundamental para atualizar orçamentos, planejar compras e reduzir os impactos das oscilações de preços ao longo das obras.

O reflexo do INCC nos imóveis na planta

Embora o INCC-M tenha desacelerado em julho, o índice continua sendo utilizado por muitas incorporadoras para corrigir as parcelas de imóveis vendidos na planta durante o período de construção. Assim, mesmo com um ritmo menor de alta, o indicador ainda pode influenciar o saldo devedor dos contratos e o planejamento financeiro dos compradores.

O que esperar para os próximos meses?

O comportamento do INCC-M nos próximos meses dependerá principalmente da evolução dos custos de materiais, equipamentos e mão de obra, que são os dois grandes grupos que compõem o índice. Em julho, a desaceleração foi puxada pelos materiais, enquanto a mão de obra continuou registrando alta, mostrando que as pressões sobre os custos da construção ainda não desapareceram.

Conclusão

A alta de 0,62% registrada em julho mostra que o custo da construção continua avançando, embora em um ritmo menor do que no mês anterior. A redução na pressão dos materiais e equipamentos ajudou a desacelerar o índice, mas a mão de obra seguiu pressionando os custos do setor.

Para empresas, profissionais da engenharia e compradores de imóveis na planta, acompanhar o INCC-M continua sendo fundamental para entender a evolução dos custos e tomar decisões mais seguras ao longo da execução das obras

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