INCC-M sobe 0,25% em setembro e acumula alta de 6,61% em 12 meses

Custos da construção desaceleram após avanço de 0,85% em agosto; mão de obra e materiais registram variações menores no mês

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,25% em setembro de 2026, desacelerando em relação aos 0,85% de agosto, segundo dados da FGV IBRE.

Apesar da menor variação mensal, os custos da construção continuam avançando. Em 12 meses, o índice acumula alta de 6,61%, ligeiramente acima dos 6,56% registrados até agosto. Em setembro de 2025, porém, o acumulado em 12 meses era maior, de 7,07%.

INCC-M desacelera em setembro

A variação de 0,25% representa uma redução significativa no ritmo de alta mensal após dois meses com avanço mais intenso. Em julho, o índice havia subido 0,62% e, em agosto, 0,85%.

Nos últimos meses, o INCC-M apresentou o seguinte comportamento:

Os números mostram que uma desaceleração mensal não significa redução dos custos. O índice permaneceu positivo, indicando que construir ficou mais caro em setembro, apenas em um ritmo menor do que no mês anterior.

Materiais, equipamentos e serviços sobem 0,17%

O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços avançou 0,17% em setembro, ante 0,33% em agosto.

Dentro de Materiais e Equipamentos, a variação também passou de 0,33% para 0,17%. Um dos principais movimentos ocorreu em materiais para instalação, cuja taxa caiu de 1,26% em agosto para 0,48% em setembro.

Nos Serviços, a variação passou de 0,33% para 0,15%. O item projetos desacelerou de 0,35% para 0,10%.

Mão de obra também perde força no mês

A Mão de Obra subiu 0,37% em setembro, bem abaixo da alta de 1,56% registrada em agosto.

A diferença ajuda a explicar a desaceleração do índice geral no mês, já que a pressão da mão de obra foi consideravelmente menor do que a observada na leitura anterior.

Para construtoras e profissionais responsáveis pelo orçamento, entretanto, a continuidade das variações positivas exige atenção. Mesmo quando a inflação mensal desacelera, a sucessão de aumentos continua sendo incorporada à base de custos das obras.

Cinco das sete capitais registraram desaceleração

O movimento de desaceleração não ocorreu de maneira uniforme entre as cidades pesquisadas.

Das sete capitais que integram o INCC-M, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo apresentaram redução em suas taxas de variação em setembro.

Em sentido contrário, Recife e Salvador registraram aceleração no período.

O que o resultado significa para as obras?

A alta de setembro foi menor, mas o acumulado de 6,61% em 12 meses mostra que a pressão sobre os custos permanece relevante.

Para obras em andamento ou em fase de orçamento, acompanhar o INCC-M ajuda a identificar mudanças no custo de materiais, equipamentos, serviços e mão de obra, além de fornecer uma referência para atualização de projeções e contratos que utilizem o índice.

Mais do que observar apenas a variação de um mês, gestores precisam acompanhar a trajetória do indicador e avaliar como os diferentes componentes estão afetando o orçamento real de cada empreendimento.

Fonte: FGV IBRE — Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), setembro de 2026.
Publicação: InfoConstrução
Setembro de 2026

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