PETR4 R$ 30,30 +0,33%
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BBAS3 R$ 21,86 -0,09%
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GGBR4 R$ 21,05 +1,64%
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Por que galpões de 800 m² a 1.300 m² são a nova mina de ouro do mercado imobiliário

O mercado imobiliário brasileiro vem passando por transformações importantes, especialmente no setor comercial. E um formato de empreendimento tem chamado a atenção de investidores, construtoras e incorporadoras pela sua alta demanda, flexibilidade e ótimo retorno financeiro: os galpões comerciais de 800 m² a 1.300 m².

Embora possam parecer construções simples à primeira vista, esses galpões — quando bem localizados e planejados — têm se revelado verdadeiras minas de ouro. Eles atendem a múltiplos tipos de negócios, têm construção rápida e custo relativamente baixo, além de oferecer contratos de locação de médio a longo prazo. Neste artigo, explicamos por que esse tipo de obra está tão valorizado e como tirar o melhor proveito desse modelo.

Multiuso: um espaço, muitos perfis de inquilino

A principal vantagem dos galpões de médio porte está na versatilidade de uso. Diferente dos grandes centros logísticos ou das lojas de rua menores, galpões de 800 m² a 1.300 m² podem abrigar uma infinidade de atividades comerciais e de serviços, como:

  • Academias de ginástica e crossfit
  • Drogarias e farmácias de rede
  • Mercados e sacolões
  • Padarias com café e área de conveniência
  • Restaurantes ou bares amplos
  • Revendas de veículos seminovos
  • Centros médicos ou odontológicos
  • Atacadistas locais e lojas de material de construção

Essa diversidade permite que o investidor não dependa de um único nicho de mercado, o que reduz o risco de vacância e aumenta a liquidez do imóvel em caso de rescisão contratual.

Localização: o fator que muda tudo

Para que esse tipo de galpão atinja seu potencial máximo, a localização é essencial. Estamos falando de avenidas comerciais, com boa visibilidade, alto fluxo de veículos e fácil acesso para pedestres.

Quanto mais próximo de bairros densos e áreas residenciais com alto poder de consumo, maior a procura. Algumas empresas chegam a disputar pontos em locais com essas características, principalmente redes varejistas que já possuem padrão de layout e operação definidos.

Além disso, estacionamento é um item crítico:

  • Academias exigem mais vagas fixas, já que o tempo de permanência do cliente é maior.
  • Farmácias, padarias e mercados necessitam de vagas rotativas e de acesso rápido.
  • A falta de estacionamento pode ser um fator decisivo para o fracasso de um negócio — ou do investimento.

Construção rápida e custo controlado

Outro atrativo desses galpões é a construção simplificada, se comparada, por exemplo, com edifícios comerciais de múltiplos andares. A estrutura costuma seguir um padrão otimizado, como:

  • Estrutura metálica pré-fabricada
  • Fechamento lateral em alvenaria ou painéis metálicos
  • Cobertura metálica com isolamento térmico
  • Piso em concreto armado com resistência para veículos e uso comercial
  • Iluminação natural e ventilação cruzada para reduzir custos operacionais

Isso permite que a obra seja entregue em 4 a 6 meses, dependendo do porte e da agilidade nos trâmites de aprovação. Além disso, muitos empreendedores optam por deixar a parte interna e os apoios (escritório, sanitários, copa) para serem construídos sob demanda, após o contrato de locação.

Contratos longos, retorno estável

Quem investe nesse tipo de imóvel geralmente busca contratos de locação de 5 a 10 anos, o que garante previsibilidade e estabilidade financeira. Grandes redes varejistas e academias, por exemplo, têm interesse em contratos longos por conta do alto investimento na instalação e da fidelização do público local.

Além disso, esses contratos costumam prever cláusulas de reajuste anual e de renovação automática, o que torna o investimento ainda mais atrativo frente a aplicações financeiras tradicionais.

Não é porque parece simples que dispensa engenharia

Apesar da aparência mais “simples” em relação a grandes obras, o galpão comercial exige projeto técnico, aprovação na prefeitura e acompanhamento profissional. Isso inclui:

  • Levantamento topográfico e estudo do solo
  • Projeto arquitetônico e aprovação legal
  • Projetos complementares (estrutural, elétrico, hidráulico)
  • ART e acompanhamento por engenheiro responsável
  • Licenças de funcionamento conforme o uso pretendido

A ausência de planejamento técnico pode gerar multas, interdições ou prejuízos com obras mal dimensionadas para o tipo de atividade a ser instalada.

Planejamento financeiro e retorno do investimento

Um ponto fundamental para quem pretende construir e alugar galpões comerciais é entender o custo da obra e o retorno esperado.

  • Custo médio de construção: Entre R$ 1.600 e R$ 2.200 por m², dependendo da região e padrão de acabamento. Um galpão de 1.000 m², por exemplo, pode custar entre R$ 1,6 milhão e R$ 2,2 milhões.
  • Preço de locação: Varia bastante com a localização, mas imóveis bem localizados podem atingir R$ 25 a R$ 40/m² mensais. Isso representa R$ 25.000 a R$ 40.000/mês para um galpão de 1.000 m².
  • Payback (retorno do investimento): Pode ocorrer entre 5 a 7 anos, especialmente quando o imóvel é alugado rapidamente com contrato firme.

Essa conta, claro, depende de uma boa escolha de terreno, projeto eficiente e agilidade na obra.

Simplicidade que gera resultados

Os galpões comerciais de 800 a 1.300 m² estão se consolidando como uma categoria estratégica no mercado imobiliário. Unem rapidez de execução, baixo custo, alta demanda e contratos sólidos de locação.

Para investidores e construtoras que buscam retorno consistente com risco controlado, esse formato tem se mostrado uma oportunidade real e crescente, principalmente em regiões urbanas em expansão e com carência de espaços bem localizados.

Fique atento: o sucesso desse modelo depende de planejamento técnico, localização assertiva e visão de longo prazo. E, nesse cenário, quem souber unir eficiência construtiva com inteligência comercial, terá nas mãos uma mina de ouro que pode durar muitos anos.

Reportagem: Eng. Fabrício Rossi | Portal Info Construção

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